Em nossa vida, muitas vezes vivemos situações difíceis, torturantes, de agonia. Nos deparamos com becos sem saída nos quais parece que não há nada o que fazer. Nos vemos impotentes diante de grandes dificuldades da vida. A sensação é que estamos vivendo um inferno congelante, do qual não há escapatória. Olhamos ao redor e parece que a ajuda nunca chegará, que ninguém ouve nossos apelos, que só nos resta nos conformar com a dor e o sofrimento, abaixar a cabeça e chorar.
Só que muitas vezes nos esquecemos de algo que usamos vez ou outra, algo que frequentemente fica esquecido e guardado em um canto mofado de nossa espiritualidade. Algo que aquece a alma e esquenta o coração. Assim como o cobertor que usamos nas noites de chuvas é a salvação no momento do frio ,devemos lembrar de que temos esse recurso sempre à disposição na hora da tribulação: oração.
A oração é extremamente menosprezada em nossos dias. É vista como um complemento da fé e não como um de seus alicerces. Muitas vezes, até mesmo como uma chatice, uma penosa obrigação. Ninguém me obriga a usar a coberta nas noites frias , mas elas viabilizaram que eu passasse noites agradáveis no frio. Ninguém te obriga a orar, mas a oração viabiliza que você supere períodos de tribulação sob a mão e a direção de Cristo.Se sentiria incomodado a usar um cobertor numa noite chuvosa? Claro que não né?Assim como não devemos nos incomodar quando nos convidam a orar, a participar de um culto de intercessão, a fazer parte de um grupo de oração. Ou mesmo quando o Espírito Santo de Deus nos chama a orar entre as quatro paredes de nosso quarto.
Peço a Deus que a disponibilidade e a urgência da oração permaneçam sempre presentes em nossa vida – e isso, todos os dias. Que nunca esqueçamos aquilo que Deus pôs ao nosso dispor, como artigo de primeira necessidade, em algum canto mofado da nossa vida de fé. Obrigado, Senhor, pelo privilégio de poder orar.


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